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A história do artista catarinense Ademar Cesar, que teve a vida transformada após presente da esposa

Até 2002 o catarinense de Joinville, Ademar Cesar dos Santos, era um empresário no ramo da alimentação. Atuava como proprietário de um restaurante, mas sua vida estava cheia de stress devido à correria do trabalho.

Foi então, que ao completar 40 anos, recebeu um presente de aniversário de sua esposa Jane, que transformaria por completo sua vida. O empresário estressado daria lugar ao artista plástico em harmonia com a vida.

Graças ao presente da esposa, Ademar Cesar dos Santos conseguiu encontrar sua missão de vida. “Você está muito nervoso. Toma, vai pintar!”, disse Jane ao entregar um kit completo de pintura para seu esposo.

Nesta entrevista o artista Ademar Cesar dos Santos relembra a mudança de vida através da arte e sua trajetória como artista plástico desde 2002.

Quando você começou a trabalhar com a arte e como foi esse início?

Por volta de 2002, em um momento em que estava bastante afetado pelo stress, trabalhava no ramo de alimentação, num restaurante em que era proprietário.
Minha esposa percebendo isso aproveitou que se aproximava meu aniversário de 40 anos e me deu de presente um kit completo de pintura, dizendo: toma, você está muito nervoso, vai pintar!

Adorei o presente e a ideia. A partir daquele momento em diante não parei mais. Como estava muito tempo afastado da arte de desenhar, me vi forçado a rever meus conhecimentos adquiridos e exercidos a alguns anos antes, através de alguns cursos, como também do trabalho de desenhista e projetista de interiores em que trabalhei muito tempo.

Então, nessa época fiz bastante uso dos conhecimentos guardados onde sempre desenvolvi o desenho de perspectiva para desenhar e decorar ambientes, porém não tinha muita experiência com tinta. 

Então comecei a fazer experimentações a partir do conhecimento adquirido, também a algum tempo, com o Professor Salvatóri, um artista Italiano que havia se mudado para nossa cidade.

Tratei de me informar e me atualizar sobre artes e o processo da pintura, fazendo pesquisas, lendo muito sobre o assunto adquirindo livros e revistas de artes. Percebi que as minhas pinturas agradavam as pessoas e vendi muitos trabalhos.

Quais são suas principais obras? Fale um pouco delas.

As que causaram mais impacto foram: “Recomeço”, uma pintura com as dimensões de 1,00m x ,200m, onde propus a releitura de obras de alguns mestres do passado, como Caravaggio, Poussin, Rembrant, e Miquelângelo, todos num só ambiente, uma sala enorme, as obras formavam paredes e passavam uma mensagem sobre a brevidade da vida do começo ao fim, portanto o título, “Recomeço”.

Essa obra foi muito comentada em uma coletiva da cidade, sendo assunto de capa do maior jornal da cidade. Outra obra, foi “Uma Ceia Entre Amigos”, causou bastante curiosidade, talvez por eu ter proposto a presença da figura feminina na Última Ceia.
Também teve “A Hora Do Vinho, um quadro em que retratei Jesus abençoando o vinho ao invés do pão. Enfim, tiveram muitos quadros que causaram muita notoriedade, entre eles eu citaria, talvez mais um, que foi selecionado para a Bienal de Naiffs de Piracicaba, cujo título é “Mais um Dia no Lar de Meninos”.

E atualmente tenho uma obra pública com 240 metros de comprimento e 2 metros de altura, uma pintura muralista que aborda aspectos da Baía da Babitonga. 

É uma das maiores pinturas do mundo feita a pincel. No mais, minha produção é sempre pensada em coleções temáticas, onde posso abordar os temas mais diversos, como belezas locais, regionais como também o cotidiano, tanto do nosso país como também outras partes do mundo.



Você já foi premiado com suas obras? Se sim, fale sobre.

Já tive participação premiada em dois concursos nacionais de pintura em tela, promovidos pela Editora One Line de São Paulo nos anos de 2008 e 2009.
No primeiro participei com a obra “cavalgada”. No segundo tive duas obras selecionadas:”Brasil Penta”e” Tom Jobim”. E como mencionei acima, em 2010 fui selecionado para a Bienal de Naiffs do Brasil com a a obra “Mais Um Dia No Lar De Meninos”.

Qual seu estilo como artista?

Na verdade me definir dentro de um estilo de pintura é um dilema pra mim, porque tenho facilidade em produzir na linha acadêmica, como também na impressionista. Vou do figurativo ao contemplativo, mas tem algumas vertentes do barroco que me encantam, como também a arte pop me cativa. Acho que estou aberto e receptivo para produzir no estilo que a situação ou o momento exigir. 

Estudei alguns pintores do passado e vi que dilema era de alguns, Quando conheci a História do grande Vermer, que para vender seus quadros e sustentar sua família, se adequava as necessidades, compreendi que um artista precisa ser alguém muito esforçado, precisa ir além das convenções.

Você se inspirou em algum outro artista do gênero quando começou?

Sim, fiquei vidrado pela obra de Caravaggio, principalmente o “claro escuro”, a maneira como tratava de trabalhar a luz sobre um fundo escuro. Também teve a obra do grande Rembrant, com a facilidade que tinha de transformar um evento simples do cotidiano em algo que se pudesse admirar numa tela.
Tem também a influência da obra contemplativa de Canaletto, suas perspectivas, casarios e multidões e finalmente a obra do Artista Gráfico, o Holandês Escher, que com desenhos a grafite faz uma multidão parar em frente dos seus desenhos.
Acho que em meu trabalho se encontra um pouco de cada um, não os motivos desenhados, mas o estilo e a percepção.


Como é seu processo criativo?

Meu processo criativo é na verdade uma observação constante, estar atento a tudo, observar movimentos luzes e seus reflexos, nuances das cores que se transformam conforme o horário do dia ou da condição do tempo, bastante atento as formas, e de que maneira elas se conectam com a percepção geométrica do cotidiano, mas acredito que essa percepção é de todo artista que tem como princípio a exploração dessas leis do cotidiano. 

No meu caso particular, percebi, ou desenvolvi uma coisa que chamo de Arquivo Emocional, ou seja, quando algo me toca profundamente, e fica registrado na minha emoção, surge uma necessidade inquietante de transformar isso em arte. Eu preciso passar isso para as pessoas, seja em forma de desenho escultura ou pintura. Não sei se a isso podemos chamar de processo criativo.

Além de Santa Catarina você atua também em outros estados?

Não sei se atuar quer dizer expor, mas se for isso, sim já é um campo enorme para abranger e é necessária uma produção muito grande para atingir todo o público. E um dos objetivos desse trabalho de Marketing é conseguir ir além, avançar fronteiras e fazer mais pessoas conhecer o trabalho. Pretendo também retomar as exposições das coleções temáticas que acontecem anualmente.

A desse ano já está quase concluída. Como saldo disso tudo, tenho vendido alguns trabalhos por alguns estados brasileiros e também no exterior, como Alemanha, Estados Unidos, e Venezuela.

Como fazer para adquirir suas obras?
Para adquirir minhas obras é só entrar em contato pelo celular (47) 999584675, redes sociais (https://www.facebook.com/AdemarCesarGaleria/) ou e-mail: ademarcesar@hotmail com

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