Cotidiano Edição de terça-feira, 7 de setembro de 2010
Crack faz mais uma vítima
Adolescente de 17 anos é encontrado morto em Lagoa Seca após consumir drogas
Márcio Rangel // marciorangel.pb@dabr.com.br
Dependência, conflito e morte. Este geralmente é o caminho percorrido por grande parte dos jovens que convivem com o vício do crack. Sem nenhuma perspectiva de vida, estas vítimas terminam sendo induzidas a um caminho sem volta. Na noite do último domingo, mais um jovem morreu por envolvimento com as drogas. O rapaz era órfão e pertencia a uma família humilde de Lagoa Seca. Ele era usuário de crack e recebia ameaças de morte.
Moradores do Sítio Floriano, na zona rural de Lagoa Seca, encontraram o corpo em um beco da localidade Foto: Xico Morais/DB/D.A Press
O crime ocorreu por volta das 21h do último domingo no beco de uma residência na comunidade do sítio Floriano, zona rural de Lagoa Seca. A vítima foi o estudante Wellington Lopes Freire, 17 anos, que residia com mais cinco irmãos na Rua Vila dos Santos, no bairro de Bela Vista, naquela cidade.
Segundo relato dos familiares, o rapaz tinha passado grande parte do dia em casa. No início da noite, ele resolveu sair para encontrar alguns de seus colegas na Praça Severino Cabral, localizada no Centro da cidade. A última vez que foi visto com vida, foipor volta das 20h30, quando em companhia de mais dois rapazes, ele parou em um posto de combustíveis existente bem próximo do local do crime. "No posto, meu irmão pediu água e depois tomou café. Cerca de 30 minutos depois recebemos a notícia que ele estava morto. Eu tenho certeza que foi tudo armado para matá-lo. Esses dois rapazes que ele achava que eram amigos dele, o levaram para o 'cheiro do queijo' e fizeram o serviço bem feito", declarou uma das irmãs da vítima, a diarista Joana Dark Silva, 24 anos.
Wellington Lopes Freire foi executado com três tiros de revólver calibre 38. As balas atingiram o rapaz na cabeça, na boca e nas costas. Ele foi localizado cerca de 20 minutos depois por um dos moradores da comunidade. Rapidamente, a Polícia Militar de Lagoa Seca foi acionada e compareceu no local, no entanto, nas rondas realizadas na área, nenhum suspeito foi capturado.
Nos primeiros levantamentos feitos pelas policiais no local do homicídio, os indícios mostram que o rapaz morto estava consumindo os entorpecentes no momento que foi assassinado. Lá ainda foram encontradas algumas pedras de crack. "Não temos dúvidas que a vítima estava no local consumindo crack. Lá encontramos alguns indícios e seus próprios familiares confirmam isso. A hipótese mais provável é que ele foi atraído pelos autores do delito, visto que algumas testemunhas relataram que viram o rapaz em companhia de dois homens. Efetuamos várias rondas no local, no entanto, ainda não conseguimos prender os autores", comentou o cabo Souza, do destacamento local.
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