Cotidiano Edição de quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Motolâncias do Samu em atividade
Cinco veículos começaram a funcionar ontem em Campina Grande e podem chegar em 5 minutos ao local
Karina Araújo // karinaaraujo.pb@dabr.com.br
As cinco motolâncias do Samu, que começaram a realizar atendimentos ontem, devem diminuir em até 5 minutos o tempo resposta, que é o período em que a pessoa liga para o 192 até a chegada do socorro ao local da ocorrência. O tempo resposta atualmente é, em média, de dez minutos. A rapidez no atendimento é uma das principais vantagens das motos e pode representar a diferença entre salvar uma vida ou minimizar as sequelas. Durante a apresentação oficial das motolâncias, os motociclistas socorristas fizeram a simulação de dois atendimentos, de um caso clínico e outro de trauma, que aconteceu no pátio do Samu, e serviu para demonstrar como serão feitos os atendimentos.
Rapidez do atendimento é uma das principais vantagens das motos Foto: Márcio Rangel/DB/D.A Press
As motolâncias são pilotadas por um técnico de enfermagem e chegam mais rápido aos locais de atendimentos de urgência em áreas como o Centro da cidade, onde o fluxo de trânsito é mais intenso, ou em áreas de difícil acesso, onde as ambulâncias muitas vezes não conseguem passar com facilidade. As motolâncias antecedem a chegada da ambulância de suporte avançado para adiantar o atendimento e estabilizar a vítima. Elas são equipadas com gazes, ataduras, colar cervical, glicosímetro, oxímetro de pulso e Desfibrilador Externo Automático (DEA), utilizado em casos de ataque cardíaco e parada cardiorrespiratória, entre outros equipamentos.
Dois oito técnicos de enfermagem treinados pela PRF para pilotar as motolâncias, uma delas, Sílvia Rejane de Melo, será a primeira mulher motociclista socorrista da Paraíba e a segunda do Nordeste. A profissional, de 50 anos de idade, que há 30 atua como técnica de enfermagem, disse que encara essa nova função como um grande desafio. "Estou consciente da minha responsabilidade, principalmente pelo fato de ser a primeira mulher e pelo Samu ser um serviço tão importante para a população", complementou a profissional, que pilota motos há 20 anos.
Sílvia acredita que foi uma das selecionadas pela coordenação do Samu pela experiência que possui. O perfil estabelecido pelo Samu para se tornar um motociclista socorrista é que o profissional seja condutor habilitado de acordo com as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e possua Carteira Nacional de Habilitação categoria A, curso obrigatório para Capacitação de Condutores de Veículos de Emergência, experiência em pilotagem, entre outros.
Equipamentos das motolâncias
Cilindro de oxigênio de alumínio compatível com o volume do baú de carga ou da mochila própria para transporte
Colar cervical
Desfibrilador externo automático (DEA)
Luvas de procedimento e estéreis
Ataduras, compressas e gazes
Talas de imobilização de diversos tamanhos
Material de venopunção (incluindo seringas e cateteres de diversos tamanhos)
Material de via aérea básica (cânula de Guedel, máscara de oxigênio com reservatório, cateteres de O2, ressuscitador manual adulto/infantil com reservatório);
Estetoscópio e esfigmomanômetro
Oxímetro portátil
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