Economia Edição de quarta-feira, 17 de março de 2010
CG já possui cerca de 40 fornecedoras de crédito
Setor atende mais de 4 mil pessoas por dia. Facilidade na aprovação dos valores é um dos atrativos para os clientes
Tatiana Brandão // tatianarocha.pb@dabr.com.br
A oferta de crédito tem registrado um crescimento constante em todo o país. Somente para este ano, a estimativa dos especialistas da área econômica é de que os empréstimos pessoais e consignados correspondam a mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, conforme dados da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). Somente em Campina Grande, existem cerca de 40 pontos comerciais voltados para oferecer crédito pessoal e consignado. Juntas, elas chegam a atender mais de 4 mil pessoas diariamente.
O Bonsucesso, aberto ontem na cidade, é mais um banco que oferece empréstimos para pessoas físicas Foto:Junot Lacet/DB/D.A Press
Os números que fazem do crédito um grande filão de mercado e, por isso, muitas financeiras têm sido abertas, justamente por que as instituições observam que há uma grande demanda de clientes e eles são, em resumo, uma boa oportunidade de bons negócios. São pessoas físicas, jurídicas, aposentados e pensionistas do INSS, funcionários públicos, entre outros. Todos em busca de solução para seus problemas financeiros.
Jairo Sousa Silva, 42 anos, é um dos clientes que contribui para o sucesso das financeiras. Ele já fez três empréstimos no valor de R$ 6 mil cada um e explica que recorrer às instituições que oferecem crédito é uma boa alternativa para solucionar emergências financeiras. "Encontrar quem empreste dinheiro não é uma tarefa fácil. Então, as financeiras acabam sendo o melhor caminho, porque permitem que a gente consiga a quantia necessária para um devido fim, sem tantas burocracias. Claro que pagamos taxas para conseguir esse empréstimo, mas como a necessidade é maior, o mais importante é ter quem conceda o dinheiro que precisamos", ressaltou.
A concessão de crédito em financeiras é feita com muita facilidade. Em muitos casos, basta levar comprovante de residência e documentos pessoais para se conseguir o empréstimo. Segundo o economista Aílton Lima, "há casos em que o empréstimo acaba se tornando necessário, mas antes de solicitar é preciso avaliar qual tipo de empréstimo será possível pagar, prazo para pagamento, custos embutidos, tamanho das taxas de juros e se o fluxo de renda real vai permitir a quitação do empréstimo".
O especialista ressalta, ainda, que quando alguém pede um empréstimo deve ficar atento aos juros e não só a quanto paga por mês. "As pessoas têm o costume apenas de olhar o tamanho da parcela e ver se ela cabe no orçamento", disse. Entretanto, Aílton lembra que o consumidor deve ter como parâmetro não apenas a taxa de juros e sim o custo efetivo total da operação, uma vez que o empréstimo vem embutido de outros valores, como seguro e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Para o advogado do consumidor, Tales Meira, o mais importante é que o cidadão tenha consciência do que está fazendo ao se decidir por um empréstimo. "É importante saber que, quando o credor gera um empréstimo, está apenas adiantando uma parcela de renda que a pessoa receberá no futuro e irá cobrar juros por essa comodidade. O poder de compra até aumenta num primeiro momento, mas não se pode esquecer que haverá uma dívida a ser paga", concluiu.
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