Cultura Edição de quarta-feira, 17 de março de 2010
Jackson do Pandeiro vai ganhar tributo em Campina
Rei do ritmo será homenageado com festa no dia 25 de maio, com a presença de grandes artistas nordestinos
Severino Lopes // severinolopes.pb@dabr.com.br
Quando Jackson do Pandeiro gravou Sebastiana, de Rosil Cavalcanti, em 1953, o mundo ainda não tinha noção do talento daquele homem de corpo franzino, voz mansa e muita ginga. José Gomes Filho, ou simplesmente Jackson do Pandeiro, se transformou rapidamente no rei do ritmo. Se estivesse vivo, o paraibano de Alagoa Grande estaria completando 91 anos em agosto próximo. Para marcar a data, Campina Grande partiu na frente e já prepara uma grande festa. Intitulada de Tributo a Jackson, a festa acontecerá no dia 25 de maio, na sede da Federação da Indústria do Estado da Paraíba (Fiep).
Se estivesse vivo, Jackson do Pandeiro, natural de Alagoa Grande, faria 91 anos em agosto próximo Foto:ARQUIVO/ON/D.A. Press
A homenagem está sendo organizada pela Fiep, juntamente com o odontólogo Ajalmar Maia. A pretensão de Ajalmar é trazer para Campina Grande artistas consagrados na música nordestina e que, de certa forma, bebem na fonte de Jackson, defendendo a bandeira da autêntica música nordestina, a exemplo de Elba Ramalho, Dominguinhos, Biliu de Campina, Genival Lacerda, Santana, Flávio José, Benedito do Rojão, entre outros. "Já começamos a preparar a festa que marcará a passagem dos 91 anos de Jackson", antecipou Ajalmar.
Um dos artistas que poderá está presente na festa é Biliu de Campina. Forrozeiro nato, que se for possível "briga até com o vento" para defender o forró pé-de-serra, o côco, o xaxado, o baião, e outras expressões da região, Biliu já adiantou que pretende fazer uma grande homenagem ao ídolo. Aliás, em todos os shows que realiza, ele inclui sempre no repertório músicas que ficaram imortalizadas na voz de Jackson, como Sebastiana, Cabo Tenório, Como tem Zé na Paraíba, Xote de Copacabana, entre outros sucessos.
Pioneiro
Paraibano de Alagoa Grande, Jackson nasceu em 31 de agosto de 1919, com o nome de José Gomes Filho. Ele era filho de uma cantadora de coco, Flora Mourão, que lhe deu o seu primeiro instrumento: o pandeiro. É considerado o maior ritmista da história da Música Popular Brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, foi um dos principais responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino.
Sua discografia compreende mais de 30 álbuns lançados no formato LP. Desde sua primeira gravação, Forró em Limoeiro, em 1953, até o último álbum, Isso é que é forró!, de 1981, foram 29 anos de carreira artística, tendo passado por inúmeras gravadoras.
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