Cotidiano Edição de quarta-feira, 17 de março de 2010
Calor aumenta risco de infecção intestinal
Verão aumenta casos da doença em Campina. Médica alerta para cuidados com prevenção
Narriman Rosendo // narrimanrocha.pb@dabr.com.br
Faltam quatro dias para o início do outono e para alguns a chegada da nova estação pode representar alívio, já que a temperatura tende a diminuir. Na época mais quente do ano é comum os hospitais registrarem um aumento no atendimento de pacientes que sofrem de infecção intestinal. Nessa época fungos, bactérias e vírus se proliferam com mais facilidade. Alimentos crus contaminados por bactérias, pratos preparados de forma inadequada, má conservação dos produtos alimentícios e água contaminada estão entre as principais causas.
Hospital Regional atende diariamente cerca de 50 pacientes que sofrem com os sintomas da doença Foto:Xico Morais/DB/D.A Press
Somente no Hospital Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes cerca de 50 pessoas são atendidas diariamente com diarreia ou vômito, sintomas característicos da infecção intestinal.
Enquanto o outono não chega, a melhor solução para a população é consumir bastante água(o recomendável é dois litros por dia) e ter o máximo cuidado com a conservação dos alimentos para se prevenir da infecção.
Com o aumento do calor e da umidade,os micro-organismos se multiplicam com facilidade e as pessoas ficam mais expostas a micoses, inflamações e doenças gastrointestinais. Crianças e idosos devem ter mais atenção, pois podem se desidratar facilmente e de forma mais grave.
Conforme informações da médica, Lúcia Maria Costa, clínica geral, a maioria dos pacientes que busca atendimento no Hospital Regional são pessoas residentes na zona rural, áreas onde a água consumida vem de barreiros. Em três consultórios do hospital, há dias em que cerca de 200 pessoas são atendidas. Deste total, algo em torno de 50% apresentam quadro de diarreia. "Os idosos são as maiores vítimas de desidratação pelo fato dos familiares não se preocuparem em oferecer água, o bastante para evitar a desidratação. O ideal é que cada pessoa consuma pelo menos dois litros de água por dia. A prevenção é a principal arma para prevenir esse transtorno", recomenda a médica.
Crianças
A diarreia crônica, nome dado a qualquer diarreia que perdura por mais de quatro semanas, vem acompanhada de cólica e fortes dores abdominais. No que se trata das crianças, é preciso observar se a fralda do bebê está seca a cada três horas; se ela está sem urinar por mais de seis horas; se demonstra sintomas de fraqueza e chora com bastante frequência. Alguns cuidados com a alimentação são primordiais para a eficiência do tratamento. Os bebês devem diminuir a ingestão do leite nesse período de calor intenso para reduzir o risco da doença.
Dicas para prevenir
l Não ingerir alimentos preparados em locais de higiene precária. Deve-se sempre dar preferência aos alimentos preparados em casa, nos momentos das refeições.
l A disponibilidade de água tratada nas residências é a medida mais eficaz para o controle das diarreias infecciosas.
l O aleitamento materno até, no mínimo, os seis primeiros meses de vida é o melhor alimento para a criança, pois reduz o número de infecções e diminui a contaminação decorrente do uso de mamadeiras.
l Verificar sempre o prazo de validade de produtos adquiridos em supermercados, caso estejam vencidos, solicitar a retirada das prateleiras.
l Alimentos como verduras, legumes e frutas devem ser guardados, limpos e secos, em sacos plásticos, na parte de baixo da geladeira ou em local fresco, e utilizados em tempo hábil. Ao prepará-los, deve-se cozinhar bem e consumi-los de imediato.
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