Economia Edição de sexta-feira, 12 de março de 2010
Reajustes em Campina despertaram suspeitas
A ANP informou que as refinarias praticam o mesmo valor há pelo menos sete anos antes de repassar às distribuidoras, que por sua vez, repassam às revendedoras. O constante aumento verificado em Campina Grande então, não se justifica. Ao constatar o abuso, o Ministério Público Estadual (MPE) acionou o Ministério da Justiça, através da Secretaria de Direito Econômico, que por sua vez, pediu a abertura do inquérito na Polícia Federal.
Apesar dos documentos encontrados só confirmarem o alinhamento dos preços nos municípios de Sapé, Mamanguape, Guarabira e Campina Grande, a PF alerta que as distribuidoras e revendedoras envolvidas são responsáveis por 80% das vendas de gás de cozinha de todo país. "Com tanta abrangência é possível que o esquema de cartel esteja acontecendo em outros estados e municípios", disse Sinomar Neto. Somente no ano passado, as empresas do setor que atuam na região Nordeste podem ter acumulado um lucro indevido de R$ 95 milhões. Os nomes dos envolvidos no esquema não foram divulgados pelasautoridades.
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