O grande fluxo de trotes passados para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), continua sendo um dos maiores problemas enfrentados pelo serviço em Campina Grande. A falta de consciência de adolescentes e adultos, além da brincadeira inocente de algumas crianças, continuam pondo em risco a vida humana e gerando estresse nos videofonistas. Só no ano passado, das cerca de 190 mil ligações recebidas pelo Samu, 130 mil foram trotes.
Segundo o Samu, a maioria dos trotes registrados é feito por crianças Foto: Xico Morais/DB/D.A Press
Visando em reduzir esse número que já está sendo desenvolvida na cidade uma campanha com o slogan "Não brinque com o Samu/192. Diga não ao trote!". A campanha, de acordo com Tatiana Medeiros, coordenadora do serviço no município, consiste na colocação de 15 outdoors, o que já foi providenciado em pontos estratégicos, onde permanecerão por 15 dias, quando haverá a troca por outros locais.
Na próxima semana, a campanha será intensificada com a distribuição de panfletos nas principais avenidas da cidade e adesivagem de carros. Escolas das redes públicas e particulares receberão palestrantes, que vão abordar o assunto, mostrando o perigo que é o trote. As ações estão sendo feitas por voluntários do próprio Samu.
Tatiana explicou que quando o trote chega em grande volume, termina dificultando o acesso do solicitante real a sala de regulação. A quantidade de trotes passados para o Samu não é oriunda apenas de Campina Grande. As ligações são provenientes também de cidades que compõem o Compartimento da Borborema, onde o Samu não atua. "Não conseguimos ainda bloquear essas chamadas", disse Tatiana, acrescentando que campanhas passadas obtiveram êxito com a redução do número de chamadas.
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Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
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