Cotidiano Edição de quinta-feira, 11 de março de 2010
Nova esperança para Carmem
Jovem com doença ainda não identificada será transferida para hospital de Pernambuco com assistência da PMCG
Tatiana Brandão // tatianarocha.pb@dabr.com.br
A jovem Carmem Cristina Albuquerque, que há seis anos vive o drama de não poder andar e nem ler, e tem dificuldades para falar por causa de uma doença ainda não identificada, será transferida hoje para o Hospital Agamenon Magalhães, em Recife (PE), graças ao apoio recebido por parte da Prefeitura Municipal de Campina Grande. Josefa Nazaré, mãe da jovem, afirmou que o prefeito Veneziano Vital do Rego, ao tomar conhecimento do drama vivido por Carmem, através do Diário da Borborema, garantiu a assistência, disponibilizando meios e recursos para que ela seja levada para a capital pernambuncana, onde passará por novos exames, na tentativa de descobrir qual tipo de doença lhe acomete.
Carmem Cristina Alburquerque sofre com uma doença que limitou suas forças, a obrigando a ficar deitada Foto: Junot Lacet/DB/D.A Press
Segundo o chefe de gabinete da Prefeitura de Campina Grande, Hermano Nepomuceno, o Serviço Municipal de Saúde já garantiu a internação da jovem no setor de endocrinologia da referida unidade hospitalar e a sua transferência acontece em uma Ambulância UTI do Serviço de Atendimento Móvel deUrgência (Samu) de Campina Grande. Carmem viaja acompanhada de uma equipe médica, que cuida para que ela siga bem acomodada durante todo o trajeto de Campina até Recife.
Hermano garantiu que a orientação do prefeito Veneziano é para que todos os esforços sejam dispensados no sentido de que seja descoberta qual doença Carmem enfrenta e, a partir daí, proceder o tratamento que leve à sua cura. "O que for preciso será feito. O secretário municipal de Saúde, Metuselá Agra, está em contato frequente com a Secretaria Estadual de Saúde e o que não for da alçada do município, devido a este ser um caso de tratamento fora de domicílio, será imediatamente solicitado ao governo do estado, que também já se prontificou a dar toda cobertura necessária", destacou o chefe de gabinete.
Carmem Cristina irá refazer todos os exames que já realizou em Campina Grande e fará outros solicitados pela equipe médica do Hospital Agamenon Magalhães. Inclusive, uma equipe médica já foi designada para acompanhar o caso da jovem paraibana. Caso seja necessário, Carmem fará exames, também, em outros hospitais de Recife. Um dos exames que a jovem deve fazer para iniciar a investigação sobre a sua doença é o Octreoscan, que serve para detectar qualquer condição que aumente o metabolismo dos ossos, como, por exemplo, a pesquisa de metástases (infiltração dos ossos por câncer).
Depois que o Diário da Borborema contou a história dramática da jovem, no início do mês passado, várias demonstrações de solidariedade aconteceram. Segundo Josefa Nazaré, a maior parte da ajuda está vindo de pessoas desconhecidas, através dos depósitos em dinheiro. Até o momento, as doações somam a quantia de R$ 5 mil. Quem quiser ajudar um pouco mais pode entrar em contato pelo telefone (83) 8895-8431 ou depositar qualquer quantia em dinheiro na conta corrente da Caixa Econômica Federal, número 00314169-7, agência 0041, operação 013.
Entenda o caso
Há seis anos, Carmen Cristina vivia como uma pessoa comum e, inclusive, era uma estudante muito dedicada aos livros. A jovem cursava duas universidades, mas adquiriu uma doença ainda não diagnosticada pelos médicos que a atenderam. Conforme a mãe da estudante, que atualmente está desempregada e desprende todo o seu tempo nos cuidados com a filha, a jovem começou a ter quedas abruptas, cansaço e muitas dores de cabeça.
Com o tempo, estes sintomas foram piorando e, hoje, ela não consegue sequer levantar da cama, além de ter adquirido vários outros problemas de sáude. Agora, a mãe está contando com a ajuda da sociedade para tentar descobrir o mistério que envolve a saúde de Carmen. "Toda a minha luta é para ver minha filha ativa de novo ou, melhor dizendo, 'viva'. Preciso encontrar um especialista que pelo menos descubra o que ela tem, para que possamos iniciar um tratamento correto", contou Josefa Nazaré.
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