Política Edição de terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Alianças estão a passos lentos
Alianças distantes Dirigentes do PSB estão cientes de que as negociações para possíveis alianças partidárias para a chapa de Ciro Gomes caminham a passos lentos. Até o momento não há um acerto formalmente fechado. O acordo com outras legendas é fundamental para aumentar o número de palanques de Ciro e o tempo de TV do candidato nas eleições - o PSB sozinho tem em torno de dois minutos e meio no primeiro turno. O senador Renato Casagrande, secretário-geral do PSB e pré-candidato ao governo capixaba, afirma que a candidatura dele teria um efeito cascata. Ajudaria aumentar de 27 para 40 a bancada de deputados e conquistar mais do que as atuais duas vagas ao Senado.
Desde dezembro, dirigentes do PSB tiveram conversas informais com integrantes do PDT, do PP e do PTB. Além de Casagrande, comandam as negociações o presidente do PSB, Eduardo Campos, e o ex-ministro e vice-presidente do partido, Sérgio Amaral. Todas sem avanços. No fim de janeiro, a Executiva do PDT aprovou por unanimidade a aliança presidencial como PT de Dilma. A decisão deve ser confirmada no próximo mês pela Direção Nacional e oficializada na convenção de junho. "Acho muito difícil, não digo impossível, que o PDT possa ter uma outra postura na eleição presidencial", afirmou o presidente em exercício do partido, deputado Vieira da Cunha (RS).
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