O preço sugerido será de R$ 57,9 mil. Na opção cabrio, sairá por R$ 64,9 mil. Já a versão esportiva custa R$ 92,9 mil Foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press
O Smart ForTwo não é completo desconhecido do público brasileiro. Algumas unidades do carrinho já haviam chegado ao nosso mercado via importador independente, pois o modelo foi lançado na Europa em 1998, passando depois por uma atualização. De qualquer forma, a novidade, que já passa despercebida nas cidades européias, ainda faz muita gente quase quebrar o pescoço por aqui, quando o pequenino trafega pelas ruas. Mas é desta forma que a Mercedes-Benz pretende conquistar seus clientes: aproveitando exatamente o "jeito diferente de ser dos carros de nicho", como acontece com Fiat 500, Mini Cooper e VW New Beetle.
Como fazer com que um carro tão curto, que tem menos de 2,70m de comprimento, tenha linhas equilibradas, bonitas e agradáveis? Os projetistas da Smart encontraram com certeza a resposta, pois o For Two, além de ganhar vários prêmios de design pelo mundo, foi incluído na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. Com cobertura da carroceria quase toda de plástico (para-lamas, tampas dianteira e traseira) e teto em policarbonato, exceto a região que envolve o habitáculo, as linhas do carrinho conseguem ser bem simpáticas.
De frente, o ForTwo parece estar sorrindo, com a grade se assemelhando a uma boca risonha e os faróis, a olhos apertados. Grade e tomada de ar têm tela protetora para o radiador. O grande para-brisa proporciona uma excelente visão dianteira, o que não se pode dizer da lateral e da traseira, pois a linha de cintura alta e o tamanho reduzido do vidro traseiro prejudicam um pouco a visibilidade. De perfil, o que mais chama a atenção são as grandes portas, com molduras na cor prata; e as rodas de liga, que são de medidas diferentes na dianteira e traseira, assim como os pneus. Na traseira, destacam-se as lanternas duplas e circulares e a tampa do porta-malas, que se abre em duas partes.
Por dentro
Internamente, este Smart reflete o que é por fora: pequeno e diferente. O acabamento mistura tecido (bancos, painel e painéis das portas), plástico cinza imitando metal (volante, base da alavanca de marchas, painéis das portas e controles e saídas do ar-condicionado) e plástico na cor preta (painel central, volante e painéis das portas). O painel tem velocímetro grande, de boa visualização, e conta-giros e relógio analógico foram deslocados para o centro, na parte superior. Falta apenas o marcador de temperatura do motor, fundamental para detectar superaquecimentos com antecedência. O espaço no habitáculo é suficiente para oferecer conforto para dois adultos, mesmo que tenham estatura elevada. Já no porta-malas cabem apenas as compras da semana. As do mês, não. Outro detalhe: o calor do motor, que fica embaixo do compartimento de carga, aquece um pouco os congelados.
O desempenho é bastante favorecido pela boa relação peso/potência, pois o ForTwo pesa 700 quilos e o motor 1.0, de três cilindros, turbo, rende 84cv. As arrancadas e retomadas de velocidade chegam a impressionar para um carrinho 1.0, deixando-o bastante ágil no trânsito urbano. Masa velocidade máxima, limitada em 145km/h, e o balanço da carroceria, quando se cruza com um ônibus, mostram que o carro é um citadino legítimo. Outro detalhe que impressiona é a forma mais suave com que o câmbio automatizado troca as marchas, que podem ser mudadas também no volante. Neste quesito, a transmissão é bem melhor do que as presentes nos modelos nacionais (Dualogic, I-Motion e Easytronic). A suspensão, por outro lado, é muito dura e barulhenta (aliás, o nível de ruídos internos é altíssimo) e sacrifica demais o conforto.
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Atualizado em 14|01|2010
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