Mundo Edição de sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Paraibanos ajudam nas buscas
Dois militares chegam a Porto Príncipe no próximo dia 28 para compor grupo de apoio humanitário
Isabella Araújo (com agências) // isabellaaraujo.pb@dabr.com.br
Grupo de Bombeiros do Rio de Janeiro seguiu ontem para participar do resgate das vítimas Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR
O 1º Grupamento de Engenharia de Construção, sediado em João Pessoa, informou que deve encaminhar mais dois militares no próximo dia 28 de janeiro para o Haiti. Os enviados iriam àquele país independente do tremor de terra para atuar na missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU).
Entretanto, com o terremoto que assolou a cidade de Porto Príncipe, onde ficam situadas duas bases militares brasileiras, os trabalhos de ajuda humanitária devem ser intensificados.O major Souza Lima e o soldado Luís Carlos participarão da ajuda internacional no Haiti. Não há previsão do retorno dos militares brasileiros que se encontram naquele país. Até então, o retorno programado seria para 27 de janeiro, a exemplo do sargento Davi Ramos de Lima, de 37 anos, que faleceu durante a tragédia. Parte da família do militar, que reside em João Pessoa, está embarcando para São Paulo a fim de acompanhar a chegada do corpo.
Rio de Janeiro
Cerca de 30 bombeiros do Riode Janeiro embarcaram ontem para o Haiti, para ajudar no resgate das vítimas do terremoto da última terça-feira. O avião, um Boeing KC-137, da Força Aérea Brasileira, partiu da Base Aérea do Galeão e fará escala em Brasília para levar mais 25 bombeiros do Distrito Federal.
A última escala será em Boa Vista (RR) para reabastecer a aeronave. Sem contar o tempo parado em solo, a viagem até o país caribenho deverá durar mais de sete horas. O comandante do avião, tenente-coronel José Marcelo, explica que o pouso será no Aeroporto de Porto Príncipe, capital do Haiti. Os bombeiros levam quatro cães farejadores e inúmeros equipamentos para ajudar na busca por sobreviventes.
O secretário estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio, Sérgio Cortes, acompanhou o embarque dos bombeiros na Base do Galeão. Segundo ele, todos os homens que estão indo para o Haiti têm larga experiência no resgate de vítimas de desmoronamento.
"O que é importante pensar é que essa missão precisa ser feita com toda a segurança. Estamos indo paraum país assolado pela miséria e agora acontece esse desastre natural, que destruiu grande parte da capital. Então, eles têm que trabalhar com toda a segurança para que possam socorrer vítimas que, porventura, ainda estejam com vida."
Segundo o secretário, uma equipe médica e um hospital de campanha dos bombeiros estão preparados para serem levados para o Haiti a qualquer momento. "Assim que for necessário, poderemos disponibilizar o hospital", disse.
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