Economia Edição de terça-feira, 24 de novembro de 2009
Impostos apresentam saldo positivo
Arrecadação teve crescimento real de 0,90%, sendo o primeiro resultado otimista em 11 meses
Brasília - Números divulgados ontem, pela Receita Federal, revelaram que em outubro foram arrecadados R$ 68,839 bilhões, com crescimento real de 0,90%, em comparação a outubro do ano passado, descontada a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Esse foi o primeiro resultado positivo depois de 11 meses. No ano, a arrecadação acumula R$ 552,475 bilhões, com queda real (descontada a inflação) de 6,83% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Além da arrecadação de imposto, quem também apresentou uma leve alta foi a previsão de inflação para 2010. Analistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,41% para 4,43%. Para este ano, a estimativa foi mantida em 4,26%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base nas projeções de mercado sobre os principais indicadores financeiros.
As estimativas estão abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. Cabe ao Banco Central perseguir a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional e para isso é usada a taxa básica de juros, a Selic, que, na previsão dos analistas, deve encerrar 2009 no atual patamar de 8,75% ao ano e 2010, em 10,50% ao ano. Os analistas também fazem projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), neste ano foi alterada de 3,93% para 3,91% e em 2010, de 4,50% para 4,40%.
Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa continua sendo de deflação neste ano. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de -0,80% para -0,84% e para o IGP-M, de -1,08% para -1,10%. Para 2010, foi mantida a projeção de alta de 4,50% nos dois índices. A estimativa para os preços administrados foi alterada de 4,18% para 4,20%, em 2009, e mantida em 3,50% em 2010. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo, entre outros.
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