Responsável pela análise qualitativa da pesquisa da Unicamp, a psicóloga Maria Yolanda Makuch observou que os homens não sabem a quem recorrer quando desejam entender e conversar sobre o assunto. "Eles estão intrigados e preocupados com a TPM, mas não conseguem trocar ideias sobre o mal. Nas rodas masculinas, o problema é motivo de piada. Com as mulheres, não se pode tocar no assunto, pois elas relutam em aceitar a TPM. Em geral, as companheiras, irmãs ou amigas não gostam de ser lembradas que são vítimas da síndrome", pondera a pesquisadora. "É importante que saibam, contudo, que o diálogo e a busca por informações são armas para aprender a lidar com o mal-estar físico e emocional. Estar aberta a conversas é um bom caminho para enfrentar o problema", garante Makuch.
A paciência também é uma aliada. Com os nervos à flor da pele e as alterações drásticas de humor, as mulheres desencadeiam brigas, têm crises de choro e acessos de fúria, em casos mais graves da síndrome. A ginecologista Rosaly Rulli enfatiza que o organismo feminino é extremamente complexo. "Todas as mulheres têm TPM. Para algumas, os sintomas são leves ou moderados. Para cerca de 5% delas, entretanto, é preciso tratamento multidisciplinar. Psicólogos e fisioterapeutas podem ajudar a enfrentar as manifestações mais intensas da tensão pré-menstrual e o ginecologista deve estar atento, disposto a ouvir a paciente para orientar e prescrever os medicamentos indicados a cada caso", sugere a especialista.
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Atualizado em 01|09|2009
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